• Murilo Lessa

Tudo o que você precisa saber para escalar o Mont Blanc

Artigo publicado originalmente no BlogDescalada em 01/08/2012 e revisado em 05/04/2020.


A maior parte das informações desse artigo podem ser encontradas na Internet, em sua maioria em inglês. O que eu fiz foi juntar o principal, e adicionar minha opinião pessoal. Meu amigo Walker Figueiroa e eu escalamos o Mont Blanc em 2009 e esse texto serve pra ajudar quem esteja interessado nessa escalada, e desmistificar o desafio. O objetivo do artigo é abordar “como”, “quando” e “o que “você precisa para tentar escalar o Mont Blanc. Informações e descrições a respeito das possíveis rotas podem ser encontradas nas referências ao final do artigo.


O QUÊ, QUANDO, E ONDE

Mont Blanc significa “Montanha Branca”, ela está situado entre as regiões do Vale de Aosta, na Itália e Haute-Savoie, na França. É a segunda montanha mais alta da Europa, com 4.810 metros, perdendo apenas para o Monte ElBrus (5.624m), na Rússia. As duas cidades mais famosas perto do Mont Blanc são Courmayeur no Vale de Aosta, e Chamonix na França. Ao contrário do que muita gente pensa, o Mont Blanc não é um pico isolado, mas sim o mais proeminente do chamado Maciço do Mont Blanc, que é composto por uma série de outros picos de menor altura, todos repletos de fascinantes histórias de conquista e superação. O maciço é um destino altamente popular entre montanhistas, hikers, esquiadores e snowboarders. O Mont Blanc em si é escalado por uma média de 20.000 pessoas por ano. Pode também ser considerado um dos piores lugares dos Alpes no que se refere a multidão e aglomeração, o que muitas vezes implica em maiores riscos por conta de rochas sendo deslocadas por grupos mais acima, ou mesmo pessoas sendo nocauteadas para fora da crista por conta de outros escaladores. Enervantes ultrapassagens sob cristas estreitas e bastante expostas.


ÉPOCA

O verão é considerado a alta estação, quando o pico está mais lotado e o tempo mais confiável. Setembro é normalmente um dos melhores meses pois as condições são mais amenas e estáveis. Nessa época, quando a cidade “frita” sob um sol de 30ºC não é difícil o cume oscilar entre -10 e -20ºC.


CHEGANDO E SE VIRANDO POR LÁ

A grande maioria das pessoas que escalam o Mont Blanc pela primeira vez saem de Chamonix, a forma mais fácil de chegar até lá é voar para Genebra e de lá pegar um trem ou uma van até a cidade. Diversas empresas como por exemplo a Cham Van oferecem serviços de translados diretamente do aeroporto, por cerca de 25 euros. Esses translados costumam rolar de hora em hora, das 9 às 23h30. Informações sobre acomodações, transportes locais e demais generalidades podem ser obtidas online e também no centro de informações turísticas da cidade. Mesmo em alta temporada conseguir acomodação não é problema desde que não se deixe tudo para a última hora. Se você pretende acampar, uma boa pedida é o Deux Glaciers que fica a aproximadamente 3km de Chamonix, na direção de les Houches. Alguns campsites não aceitam cartão de crédito então é bom confirmar antes. Chamonix é pequena e andando pode-se facilmente chegar a qualquer lugar. O transporte público é ok, com ônibus regulares e trens que levam para todos os lados. Existe uma variedade infinita de restaurantes e preços, de acessíveis sanduíches à caros omeletes de trufa. Chamonix não é famosa pela comida barata e mesmo supermercados costuma ter preços salgados. Se você está curto de grana o ideal é comprar numa das vendinhas da cidade e cozinhar no hostel e fazer compras nos supermercados mais afastados do centro.


ROTAS

Se você está lendo esse texto provavelmente não vai ao Mont Blanc tentar uma das rotas mais obscuras e hard-core. Dentre as rotas “fáceis” existem basicamente três opções: Grands Mulets, Col du Midi (ou Três Montes), e a rota do Goûter.


1. GRANDS MULETS

A Grands Mulets é a rota original pela qual o Mont Blanc foi conquistada em 1786, e é muito pouco frequentada. É uma ótima pedida para quem busca uma ascensão com um feeling mais remoto. Famosa pela beleza e isolamento, é bastante longa e tem um ganho de altura bem elevado, principalmente no segundo dia, o que faz com que seja a mais “difícil” da três. Ela é também potencialmente exposta a seracs então é bom confirmar condições e o estado da via antes de sair na louca.


2. COL DU MIDI

A beleza dessa rota a torna a segunda mais popular das vias de acesso ao Mont Blanc. Um teleférico na estação de Aiguille du Midi (no centro da cidade) te leva até o Col du Midi. De lá você desce para o glaciar e caminha encordado até o abrigo Cosmique, onde passa a noite. Saindo bem cedo (2 da manhã) você passa pelo Mont-Blanc du Tacul (4248m) e Mont Maudit (4465m) antes de chegar ao topo do Mont Blanc, descendo do outro lado pela via do Goûter. A Col do Midi também é conhecida como a via dos “3 cumes”. Ela é longa e tem um bom ganho de altitude, sendo mais exigente física e tecnicamente do que a rota do Goûter, porém é uma ótima oportunidade para se fazer 3 quatro mil em uma tacada só. Convém mencionar que boa parte da subida, principalmente no primeiro trecho até o Tacul, é altamente exposta a uma enorme banda de seracs que costuma matar um bocado de gente regularmente. Você também vai precisar de uma maior gama de técnicas e conhecimentos como navegação e resgate em gretas. Essa rota também requer boas condições de neve no Tacul e no Maudit, e uma vez passado esse último, não existe nenhuma forma fácil de abortar a ascensão.


3. ROTA DO GOÛTER

Conhecida como a “via normal”, é a mais popular e “menos” difícil das três. Por conta de nosso objetivo e experiência na época, foi a rota que eu e o Walker fizemos em 2009. É direta, sem complicações. Essa seria a que eu recomendaria para quem está começando no alpinismo e ainda considera ir sem guia. Começando em Saint-Gervais (ou mais pra frete, em les Houches), você pega um bondinho que sobe até Nid d’Aigle. Dali a subida passa pelo corredor do Goûter e sobe para o refúgio de mesmo nome onde se passa a noite. Por volta das 3 da manhã os escaladores saem para o topo. O problema dessa rota é sua alta popularidade, principalmente no verão. O abrigo costuma estar lotado e longe de condições ideias. Outro problema é a necessidade de atravessar o Grand Couloir, logo após o abrigo Tête Rousse. Embora curto, esse lugar é famoso pelas avalanches de rocha que caem sem aviso. Em 2011 esse trecho foi temporariamente “interditado” em razão de tais avalanches. Atravessar o Grand Couloir é uma roleta russa, você olha pra cima, escuta por pedras, não vem nada? Corra como um louco e atravesse o mais rápido possível. Após a travessia você escalaminhada longos 500 metros de pedras soltas até chegar ao refúgio do Goûter. Existem cordas fixas e corrimões nos pontos mais expostos.


CONDICIONAMENTO, ALTITUDE E COMPLEXIDADE

Quão experiente e preparado deve-se estar para tais escaladas? Essa talvez seja a pergunta mais difícil de responder. Se você escolher a rota do Goûter precisará de muita calma e pouca experiência técnica, nada além de andar sob crampons em terreno ultra exposto, e agarrar-se a cordas fixas que estão presas nas partes mais perigosas e difíceis. Ainda assim a escalada é muito exigente fisicamente, e para quem vai sem guia é sempre bom ter certeza do que se está fazendo. Se você for planeja fazer a rota a partir de Aiguille du Midi, a coisa já complica e você precisa de um maior repertório de técnicas e experiência, além de ser ainda mais exigente fisicamente. No meu entender, a rota do Gouter pode ser realizada por qualquer pessoa com relativo condicionamento físico. E o que é “relativo condicionamento físico”? Como diz o nome, isso é relativo :-) Eu diria que se enquadra nessa categoria alguém que faça exercícios físicos regularmente, cerca três vezes por semana, a pelo menos alguns meses. Alpinismo é sofrimento, isso não tem como mudar. Uma hora está muito calor, na outra muito frio. Se está muito calor você sua e fica molhado. Se está muito frio você sua e tudo congela. Molhado, cansado, com fome, com sede, peso no lombo, isso tudo faz parte da brincadeira. Quanto mais condicionado você estiver, melhores as chances de aproveitar o visual e não simplesmente passar o dia com vontade de chorar a cada passo. O Mont Blanc é um 4 mil e como tal requer um processo de aclimatação. O ideal pra quem tem tempo é fazer uma escalada de aclimatação antes. Quando fomos, nós subimos direto para o Gouter e posso te garantir que a não ser que você suba devagar, se hidratando adequadamente, o dia seguinte não vai ser legal. Enjôo, cansaço, mal estar e dores de cabeça são a ordem do dia. É inesquecível o som das diversas pessoas passando mal durante a noite. Outro ponto importante é o esgotamento físico. Quando chegamos ao Gouter, sob uma forte nevasca, meu parceiro simplesmente sentou no chão e não se mexia mais. Eu nunca havia visto algo assim, é um sinal claro de problema de altitude após intenso esforço físico. A pessoa simplesmente não tem mais força, nem pra se alimentar. Assim morrem muitos e se você está sem guia, essa fadiga não pode ocorrer, então é bom ficar ligado. Preste atenção ao seu corpo e seus sinais, jamais queime todas as suas energias. Você sempre deve ter uma reserva guardada para eventuais problemas e complicações, tanto com você como os outros.


É PERIGOSO?

O Mont Blanc é considerado uma montanha perigosa. Recentemente uma avalanche tirou a vida de nove escaladores. Uma semana depois, dois espanhóis morreram congelados, vítimas de mau tempo. Ano passado morreram um total de 58 pessoas na região do Mont Blanc, com mais outros 10 desaparecidos e dados como mortos. O grande número de fatalidades se dá em razão de existir muita gente na montanha, porém o número de fatalidades em termos de pessoas que tentam a escalada é muito menor e quase insignificante quando comparada com escaladas mais traiçoeiras como o K2, Annapurna, Kanchenjunga e Everest. Perigo é definido como 1. uma situação de ameaça, ou 2. fonte ou situação que pode causar dano, então eu diria que sim, escalar o Mont Blanc apresenta um certo perigo. O grau de perigo varia em função da experiência individual, do grupo com que se escala, dos equipamentos que se leva (ou não) pra cima, das condições meteorológicas, e claro, de um pouco de sorte. Tome como exemplo a rota a partir de Aiguille du Midi, um visual espetacular, tecnicamente descomplicada e de fácil acesso a partir de Chamonix. Durante os bons dias de primavera e verão é comum uma longa linha de escaladores subindo a encosta do Tacul, que dá acesso a travessia dos três cumes. A escalada não é mais do que uma longa caminhada de altitude, mas os perigos dessa via podem ser vistos logo no início. A aproximação passa por um glaciar repleto de cravassas, e o início da ascensão é sob um terreno inclinado e ameaçado por uma gigantesca banda de seracs que podem se desprender a qualquer momento. As encostas também podem originar grandes avalanches, dependendo da temperatura, vento e nevascas recentes. Todos os anos morre gente ali, e esse é um dos paradoxos do montanhismo, muitas vezes a rota mais “fácil” é mais perigosa do que a mais “difícil”. O fácil acesso ao Mont Blanc também gera uma certa complacência. Enquanto a mídia tende a focar nas fatalidades do Everest, a triste realidade é que a maior parte dos montanhistas morre em montanhas acessíveis, servida de teleféricos e modernos abrigos. Para iniciantes, a primeira experiência em alta montanha pode ser uma inclinada curva de aprendizado. Diversas habilidades precisam ser absorvidas como por exemplo saber-se andar com segurança em glaciares e realizar um auto resgate caso necessário. Tarefas rotineiras como um rappel, em uma grande e instável montanha ficam mais assustadoras e difíceis. Achar o caminho de volta desidratado e exausto, sob uma tempestade ou após escurecer, em um dia que pode ter começado as duas da manhã, requer um tipo de preparo e atenção que a maioria das pessoas não experimenta no dia a dia. O aquecimento global também fez os Alpes mais perigoso. A grande variabilidade da temperatura do permafrost causa instabilidade nas paredes resultando em gigantescas avalanches. Nos últimos anos um série de grandes avalanches tem acontecido em diversas faces como por exemplo no Grand Capucin e no Dru.


GUIANDO OU GUIADO?

Com com guias, com amigos ou sozinho é uma pergunta que só você pode responder, dependendo do tipo de experiência que está buscando. Ingenuidade nessa escolha pode resultar em você voltar pra casa em um saco. No meu trabalho quem manda é o meu chefe, em casa quem manda é a minha mulher, e na montanha quem manda sou eu. Se eu não consigo por mim mesmo, eu não vou. Esse é o meu ponto de vista, mas se você não tem muita experiência, nem está afim de maiores risco, considere seriamente um guia. Vida não tem preço, e as suas chances de cume aumentam exponencialmente. Normalmente contrata-se um pacote de alguns dias onde o guia irá explicar como usar crampons e piolets, técnicas básicas de glaciar e auto-resgate. O guia então irá leva-lo para alguma escalaminhada de aclimatação e depois parte-se para o Mont Blanc, que costuma ser feito em dois dias. Se você tem aspirações de ir sem guia, eu recomendo no mínimo um ótimo condicionamento físico e bastante experiência. Você vai querer estar 110% capaz de resolver qualquer problema. Imagine-se esgotado, depois de 10 horas subindo, tendo que ajudar o seu parceiro a sair de uma cravassa.


LOGÍSTICA E EQUIPAMENTOS

O estilo Mc Donald’s dos Alpes permite que se suba leve e sem grandes preocupações. Algumas restrições foram colocadas de forma a minimizar o número de acidentes e agora é mandatório reserva no abrigo, bem como um certo número de equipamentos. A vantagem do abrigo é que você não precisa levar saco de dormir, nem barraca, nem isolante, etc. Recomendo protetores auriculares porque todo mundo dorme amontoado em um gigantesco dormitório e o ronco e os problema de altitude dos outros ocupantes tornam bastante difíceis cair no sono. Também recomendo levar dinheiro ao invés de cartão de crédito, para evitar contratempos.


O QUE LEVAR

Em Agosto de 2019 a prefeitura de St. Gervais subiu o tom e decidiu introduzir algumas medidas mais estritas como forma de reduzir o número de acidentes no Mont Blanc. Além de uma taxa ecológica por escalador, e da obrigação de se fazer reserva no refúgio do Gouter antes de subir, existe também uma lista de equipamentos obrigatório que os escaladores devem levar. Não sei de casos onde escaladores foram vistoriados, mas o objetivo é haver um patrulhamento na entrada e ao longo da trilha, e multas podem ser aplicadas. Convém se informar e ter certeza que você está seguindo as normas e orientações mais recentes para evitar problemas. A lista de equipamentos mínimos necessários é a seguinte:

  • Capacete

  • Lanterna

  • 2 pares de luva (uma fina, outra grossa)

  • Gaiters

  • Jaqueta quente e impermeável (gore tex), meias, fleece, calças impermeáveis

  • Cadeirinha e equipamento de resgate em cravassa

  • Corda

  • Piolet

  • Bastões de caminhada

  • GPS ou altímetro

  • Chapéu ou gorro

  • Óculos apropriados para glaciar

  • Creme solar

  • Máscara de esqui

As botas “sérias” de alta montanha não são necessárias, pelo menos no verão. Boas botas de trekking são suficientes, desde que ofereçam proteção ao frio e solas semi-rígidas que suportem crampons. Em Chamonix você pode comprar todos os equipamentos a preços bastante razoáveis. Se você for comprar crampons é bom levar suas botas junto para certificar-se que eles “casam”. Outra opção mais econômica é alugar as botas, piolets e crampons na cidade, foi exatamente isso que fizemos em nossa primeira viagem. Eu adicionaria o seguinte a lista obrigatória: Equipamento Individual

  • Mochila (40L)

  • Mosquetão de rosca e freio

  • Kit leve de toilet e primeiros socorros

  • Garrafa d´água (1L)

  • Faca de bolso

  • Lanche de trilha

Equipamento do grupo

  • Pequena seleção de fitas

  • Mosquetões extra (4)

  • Parafusos de gelo (2)

  • Mapa da região

  • Cobertor de emergência

  • Telefone celular (com os números de emergência já gravados)

Perto do cume o frio e o vento podem aumentar consideravelmente (mesmo sob bom tempo), assim roupas quentes são essenciais. Hoje em dia muita gente vai vestida com roupas específicas para montanha, mas dá muito bem pra improvisar com roupas de inverno normais. Normalmente você vai precisar de uma primeira pele, um fleece, e um anorak por cima. Uma jaqueta mais grossa é interessante para o caso do frio piorar. Na época eu fui com um anorak velho da Trilhas e Rumos que apesar de encharcar de suor serviu legal. Outro item que você deveria considerar é um seguro que cubra não apenas um eventual resgate mas quaisquer despesas médicas.


OBSERVAÇÕES FINAIS

Cada um sabe de seus limites. O que é fácil pra um, pode ser o limite do outro. Desafio é individual, e a aventura é mental. Não cabe a ninguém julgar uma escalada fácil ou difícil. Montanhismo está sujeito a condições climáticas. Num dia de céu azul, sem vento, da pra levar a vovó até o alto. Em outros, com ventos de 100km/h, without etc., a coisa muda de figura, então é bom ficar alerta e deixar o ego de lado. Espero ter contribuído com idéias gerais do que é necessário para se escalar essa famosa montanha. A Internet está repleta de artigos que descrevem em detalhes cada uma das rotas apresentadas e dão dicas complementares de como fazer sua escalada o mais divertido possível. Faça seu dever de casa, estude as rotas, e comece devagar.


DICAS E INFORMAÇÕES TÉCNICAS

• Ao alugar os equipamentos dê um jeitinho brasileiro, explique que você vai escalar apenas “no dia seguinte” e peça um redução na diária do aluguel. Tivemos que deixar um depósito no cartão, de 250 euros. • Na sede dos guias de Chamonix você pode conseguir previsões atualizadas, bem como informações sobre a condição das vias. • Os hostels oferecem um cartão que permite livre transporte nos ônibus de Chamonix.

HOSTELS & ABRIGOS

Refúgio do Goûter

Refúgio Cosmiques Hostel Chalet Ski Station Ao lado do teleférico do Brévent, abrem apenas durante a alta temporada. Bons preços e ampla cozinha.


LOCAÇÃO E COMPRA DE EQUIPAMENTOS EM CHAMONIX

Sportmarche Technique Extreme Loja bem barata, boa pra comprar roupa e coisas básicas de camping.


Snell Sport Loja bem mais cara e tradicional onde você encontra praticamente tudo.


PREVISÕES, NÚMEROS DE RESGATE, …

OHM – Office de haute montagne de Chamonix

Previsões e informações gerais. Tél: +33(0)4 5053 2208, ohm-info@chamoniarde.com França: 112 PGHM. Chamonix +33(0) 4 5053 1689 Canal de emergência: 161 300 Durante uma chamada de emergência, calma e distintamente informe os seguintes detalhes: • Nome e número de telefone • Tipo do acidente (rock fall, serac fall, fall into a cravasse, avalanche, …) • Número de vítimas • Tipo do(s) ferimento(s) (sangramento aberto, fratura, …) • Localização exata • Seu itinerário • Altitude e condições de tempo (vento, visibilidade, temperatura)

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